Educação

Pernambucano fica em 1º lugar em medicina na USP entre candidatos de escolas públicas: ‘realização de um sonho’, diz

Com a pandemia, Rafael Costa e Silva, de 17 anos, se dividiu entre estudar e ajudar o pai na papelaria da família. Sonho de ser médico surgiu devido a problemas de saúde da mãe.

Um estudante do Recife conquistou o primeiro lugar para o curso de medicina na Universidade de São Paulo (USP), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), entre os candidatos de baixa renda que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Aos 17 anos, Rafael Costa e Silva teve média 816 e contou que está ansioso pela nova fase na vida.

“Conquista da felicidade para mim. Estou muito feliz, é a realização de um sonho”, declarou.

Rafael explicou que eram seis vagas para pessoas com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que estudaram em escolas públicas. Ele não acreditou quando viu o desempenho no portal do Sisu. “Eu não esperava, mas é resultado de muito esforço, muita concentração”, disse.

O jovem foi aluno da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, na área central do Recife. Os dois últimos anos, relatou, foram muito difíceis diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19.

“Eu tive que ajudar muito meu pai aqui na papelaria a transitar desse meio presencial para o meio online. Então, foi muito difícil para mim não ter esse contato com outros jovens, sem ter momentos de lazer”, afirmou.

O sonho de ser médico foi inspirado por problemas de saúde da mãe. “Desde pequeno, eu me sensibilizo com a causa da minha mãe, ela tem epilepsia. No 9º ano [do ensino fundamental], com 14 anos, eu tive a certeza de que era isso que eu queria fazer”, disse.

A “ficha” dos pais de Rafael ainda não caiu, apesar do orgulho pela conquista. “Só quando eu viajar mesmo que eles vão sentir a saudade, a felicidade de ter um filho que realizou seu sonho”, declarou.

Além de cuidar melhor da mãe, Rafael sonha em ajudar outras pessoas exercendo a profissão de neurologista ou neurocientista. Para isso, ele disse contar com os diferenciais que o ajudaram a passar para a USP: “Resiliência e se adaptar diante das dificuldades, diante das frustrações”, afirmou.

Agora, o jovem está buscando ajuda entre parentes e amigos para conseguir viajar para São Paulo e se manter em outro estado. “A parte mais difícil já passou. Sei que agora tem outras responsabilidades, mas estou muito feliz, muito motivado. Acho que a melhor parte vem agora”, disse.

Fonte: G1

Charles Maia

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