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Festa de casamento é interrompida em Olinda por descumprir decreto que proíbe shows e som mecânico para tentar conter Covid.

Uma festa de casamento foi interrompida no Sítio Histórico de Olinda por descumprir o decreto editado pela prefeitura para tentar conter a Covid-19. Segundo a administração municipal, o evento, ocorrido na Pousada dos Quatro Cantos, no sábado (5), contava com equipamentos de som, o que contrariou a nova determinação.

A pousada negou que descumpriu regras na pandemia (confira resposta do estabelecimento mais abaixo).

Em vigor desde quinta-feira (3), o decreto 014/2022, assinado pelo prefeito Professor Lupércio (SD), proíbe música ao vivo e o uso de equipamentos de som mecânico nos fins de semana.

A norma surgiu depois que pessoas participaram de “prévias carnavalescas”, no dia 30 de janeiro. Ela atinge estabelecimentos comerciais, sobretudo bares e restaurantes que ficam nas ruas e áreas externas de residências do Sítio Histórico.

Por meio de nota divulgada neste domingo (6), a prefeitura de Olinda informou que a operação foi realizada pela Guarda Municipal, Polícia Militar e servidores das secretarias de Controle Urbano e Cultura de Olinda.

Ainda de acordo com a administração municipal, não houve apreensões durante a a festa de casamento, chamada de “Baile de Bico”.

Resposta da pousada

Por meio de nota, a Pousada dos Quatro Cantos declarou que entrou em contato com a prefeitura no dia 2 de fevereiro para avisar do casamento no dia 5 do mesmo mês, após o evento ter sido adiado duas vezes devido à pandemia da Covid-19.

No texto, a pousada também disse que enviou, no dia 3 de fevereiro, um ofício “com toda a programação do casamento”, para a Secretaria de Patrimônio de Olinda. Também falou que, no dia seguinte, “o ofício foi discutido pelo núcleo gestor da prefeitura de Olinda e houve entendimento de que poderia ocorrer o evento”.

Ainda no comunicado, a pousada explicou que é “um estabelecimento de serviço, não se inclui no nicho, bares e restaurantes, é um local que não promove eventos com regularidade” e que o casamento era um “evento sem comercialização de ingressos e vendas de bebidas”.

O estabelecimento também afirmou que “estava realizando um casamento particular, respeitando todas as regras do decreto estadual”, cumprindo “com todas as medidas sanitárias exigidas e todos os comprovantes de vacinação, de todos os convidados, estavam impressos e expostos na portaria da pousada”.

Segundo a pousada, “o som não ultrapassou os 70 decibéis, sendo medido, sistematicamente, pelo próprio estabelecimento” e “não houve nenhuma aglomeração interna ou externa à pousada”.

A equipe da prefeitura chegou por volta das 19h ao local e “informou sobre algumas denúncias e sobre a intenção da população em se manifestar nos 4 Cantos”, de acordo com a pousada.

“Apesar de estar cumprindo com tudo o que foi acordado com a Prefeitura, e estar ciente que não estava violando nenhuma regra, em respeito a todos, a festa foi transferida para um local mais restrito, sem quaisquer outras ocorrências até o final do evento”, disse a pousada, na nota.

No final do texto, a pousada declarou que “nunca violou qualquer regra, estando preocupada, desde o início, em zelar pela transparência”. Também afirmou que está “apoiada pelo decreto do Estado de Pernambuco, que lhe confere a realização do evento, assim como o decreto de Olinda, que não proibiu esse tipo de evento para esse segmento”.

Diante do questionamento da ppusada, a prefeitura informou, nesta segunda (7), que realizou uma intervenção para que a festa ocorresse dentro do estabelecimento.

Ainda segundo a prefeitura, foi alertado aos organizadores da festa sobre o decreto que proíbe música ao vivo ou mecânica em área externa. “Porém, esse quesito não foi cumprido e orientamos a remoção do som nas áreas externas e no jardim da Pousada”, disse, por nota.

“O espaço não foi notificado, pois, como o decreto é muito recente, a Prefeitura de Olinda teve bom senso de não tomar tal medida, para todos se adaptarem às novas regras do decreto”, acrescentou.

No estado

Comitê Científico do Nordeste, o Sindicato dos Médicos (Simepe) e o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) publicaram notas para pedir que o governo adote medidas para impedir aglomerações.

Na quarta (2), Pernambuco bateu novo recorde de infectados pela Covid-19, desde o início da pandemia, em março de 2020.

Fonte: Globo Comunicação e Participações S.A

Charles Maia

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