Sem categoria

Enfermeiros e técnicos de enfermagem protestam por piso salarial, no Recife

Ministro do STF suspendeu, no domingo (4), lei que fixa piso da enfermagem e serve de referência para outras categorias. Grupo saiu da Praça do Derby em caminhada.

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde realizaram um protesto no Recife, nesta sexta-feira (9) (veja vídeo acima). Os manifestantes são contra a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a lei que criou o piso salarial da enfermagem.

A norma aprovada pelo Congresso fixou o piso em R$ 4.750, para os setores público e privado. O valor ainda serve de referência para o cálculo do mínimo salarial de técnicos de enfermagem (70%), auxiliares de enfermagem (50%) e parteiras (50%).

Os manifestantes saíram em caminhada pela Avenida Agamenon Magalhães por volta das 10h. As faixas no sentido Boa Viagem foram totalmente bloqueadas.

Em seguida, eles pegaram a pista local, caminhando em direção ao Hospital Esperança, na Ilha do Leite, percorrendo outras ruas do bairro.

Concentração do protesto pelo piso salarial da enfermagem acontece na Praça do Derby, na região central do Recife, nesta sexta-feira (9) — Foto: Reprodução/WhatsApp

Enfermeiros, técnicos, profissionais de saúde e simpatizantes da causa começaram a chegar à Praça do Derby, na região central do Recife, por volta das 9h. O ato foi convocado pelas redes sociais.

Os manifestantes levaram cartazes com dizeres como “respeitem o piso”, “minha dignidade não é inconstitucional” e “liberem o piso da enfermagem”. Bandeiras de Pernambuco, balões de encher na cor preta e apitos também foram utilizados.

Os integrantes do ato pediram a liberação do piso e disseram palavras de ordem, como “a enfermagem acordou”.

Equipes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e da Polícia Militar foram enviadas para acompanhar o protesto. A CTTU informou que as vias do recife foram liberadas às 14h07.

Suspensão do piso

O ministro Luís Roberto Barroso, na decisão que suspendeu a lei do piso salarial da enfermagem, avaliou que há risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde, principalmente nos hospitais públicos, Santas Casas e hospitais ligados ao SUS com a norma.

A decisão, que é individual, começou a ser a julgada, no plenário virtual, nesta sexta-feira (9). Relator do caso, Barroso votou por manter o entendimento.

A ação foi movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que contestou a validade da medida. Para a confederação, a fixação de um salário-base para a categoria terá impactos nas contas de unidades de saúde particulares pelo país e nas contas públicas de estados e municípios.

Conforme o Dieese, o incremento financeiro necessário ao cumprimento dos pisos será de R$ 4,4 bilhões ao ano para os Municípios, de R$ 1,3 bilhões ao ano para os Estados e de R$ 53 milhões ao ano para a União.

Já a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) indicou incremento de R$ 6,3 bilhões ao ano. Foi apontada uma possibilidade de demissão de 80 mil profissionais de enfermagem e fechamento de 20 mil leitos.

Manifestantes protestam pelo piso salarial da enfermagem por volta das 10h desta sexta-feira (9), na Avenida Agamenon Magalhães, no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Fonte: G1

Charles Maia

Site de noticia dinâmico e social. Trabalhos do dia a dia de nossa sociedade. Contando histórias de sucesso de povo sertanejos e trajetórias de orgulho de homens e mulheres que tanto contribuíram para o nosso crescimento e conhecimento.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo